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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Review Show: Agrotóxico – CB Bar – 29/05/2010

Show: Agrotoxico – Ação Direta - Atroz

Local: CB Bar - São Paulo – SP
Data: 29/05/2010

Poxa fique sem dar noticia por um tempinho, mas a vida é assim mesmo quando aparecem uns probleminhas quem sofrem são as ações feitas por prazer, mas tamos de volta.
Vamos de cara com um showzinho básico com três ótimas banda de hardcore clássico, bem european style.

Agrotoxico, Ação Direta e Atroz. O Show faz parte do projeto de instalar uma matine no CB Bar que em geral faz baladas depois da meia noite, mas ta abrindo espaço pro Punk & Hardcore num horário mais com cara de show do que de balada, bem cara de casa de show européia e americana, começa cedo e acaba cedo, perfeito pra quem quer curtir um som e depois fazer o que quiser da vida seja ir dormir ou cair na night.

Mas enquanto o horário num pega no breu tivemos mais amigos do que publico em si o que também num é de todo ruim.
O show começou com o Atroz que foi pegando pesado e arrepiando a galera que ainda tava curtindo uma discotecagem.
O som dos caras ta bem legal e nervoso, mas acho que a falta de publico deixou o show um pouco mais morno e apesar do pique da banda em alguns momento o vocal ficava cantando sempre na mesma posição com o pé na caixa de retorno, como se tivesse um pouco desanimado, fica aqui o toque.

Na sequencia vieram os manos velhacos do Ação Direta do ABC, que são uma das mais antigas bandas de Hardcore ainda em atividade.
Mas que pouco tem aparecido em Sampa e eu mesmo fazia uma carinha que num via eles em ação (porra que trocadilho besta!)
Gepeto continua uma atração a parte e quando entra no palco nem parece o brother pacato que a pouco conversava com você calmamente no bar. É animal ver como ele agita e num para um segundo sequer e como o som dos caras é no gás maximo, impossível não contagiar. Matei a saudades da paranóia da banda, foi 10.


Gepeto - Ação Direta


Entre esse show e o próximo Reverendo Dennis mandou uma seleção estupendas de Ska vêlhacos que foram demais, inclusive mandando um Jugde Dread a meu pedido. Só é triste ver os DJs como Rev. Dennis e o Thiago colocando bons petardos e ninguém agitando ou muito menos ligado nas musicas, é uma pena a cultura brasileira de num se agitar ao som dos DJs entre uma banda e outra.

Pra finalizar Agrotoxico que sempre me surpreende em continuar querendo subir show a show um degrauzinho PRO a mais.
Desta vez foi uma aberturinha sonoro antes de engatar a primeira muisca, Porra alem de ser style, já chama a atenção do publico e num fica aquela lenga lenga de começo de show, tipo um olha pro outro, fazem uns acordes soltos e outras coisas perdidas. Um som gravado mixando umas loucuras sonoras (no próximo show deles você vai escutar) e quase no ultimo acorde desse mix a banda entra rasgando, definitivamente aprovei a jogada.


Pedro - Agrotóxico

Marcos - Agrotóxico

Show começado e foi aquela desgracera básica e soberba do Agrotóxico. Peso, velocidade e noia pra ninguém colocar defeito e vieram sons mais recentes como “Nos Escombros” e os hits antigões que todos adoram tipo “Marcas da Revolta”, foi o show que realmente mexeu com todo mundo.
Num foi uma ótima retomada?? Bem num sei se vai ter agito no feriadão mas se tiver semana que vem tem mais resenha da night Punk de Sampa

Flavio El Loco

quinta-feira, 18 de março de 2010

Review Show: Municipal Waste no Clash Club em 13/03/2010

Show: Municipal Waste & Furia V8, CHOKE e Sakramento
Local: Clash Club
Data: 13/03/2010

Ok, sabemos que trashcore num é 100% minha praia, mas lembro bem da época que o punk e o hardcore deram uma sumidinha e o trash do Sepultura imperava no underground.
Foi uma época boa, tinha Furia Metal na MTV que passava Nuclear Assault e muitos sons legais que escutávamos flutuavam entre o trash e o hardcore. DRI, Sacred Reich, Suicidal Tendencies e inclusive o som do RDP da época tinha uma influencia desse mix que rolava nesse período.
Assim ir ao show do MW seria no mínimo uma boa dose de saudosismo, além de checar se a banda é boa mesmo.
Municipal Waste vem de Richomond na Virginia – USA e sempre foi conhecida pelo estilo Trash Metal. Que lembra algumas bandas que sitei acima, como e DRI e etc e mesmo não sendo uma escola do estilo, conseguiu seu lugar e é bem conceituada, nos USA. Teve dois discos lançados aqui no Brasil: Hazardous Mutation e Art of Partying, que ajudou a disseminar seu som por aqui, já que como lançamento desse tipo no Brasil num é muito normal e ai quando sai o povo cai em cima.
Seus vídeos são bem nos esquema das bandas antigassas de Trash, como muito palhaçada e bom humor, bem classe B mesmo, vejam Wrong Answer no myscape dos caras: http://www.myspace.com/municipalwaste
Os manos das antigas como eu vão se lembrar de vídeos do Kiss, Suicidal e Twister Sister, bom demais.
Quanto ao show, ao chegar no Clash Club, fiquei meio tenso pois tava vaziaço, será que seria miado?
Mas depois descobri que tinham nada menos do que três bandas de abertura e que nenhuma delas era realmente forte pra puxar o publico.
O som começou a rolou com V8, no maior esquema “Banda fã do Seputura”, uma molecada que parece ralar, mas nada de novo.
Seguimos com o CHOKE de Curitiba e mesmo ele comentando em palco que já gravaram quatro CDs, num tinha nada de diferente e dentro de um estilo quadradão não conseguiram abrir a roda nenhuma vez.
A terceira foi novamente uns moleques, desta vez do interior de Sampa, com a banda Sakramento. Menos trash e mais metal, ainda conseguiram agitar um pouquinho a galera que nesse ponto já era num numero bem interessante.
Ufa, depois de uns 20 minutos finalmente o prato principal da noite e ai vem o Municipal Waste. Caramba o bicho pegou, logo nos primeiros acordes a galera colou na beira do palco e ai foi roda, pogo (incitado, pelo vocal) , moshes dos mais nervosos e “crowd surf” embora ninguém tivesse a coragem de ter trazido uma prancha de verdade como é comum nos shows dos caras na gringa.
















Mas que quer saber de prancha quando o show ta insano e foram isso uns 40 minutos de musicas, rápidas e agressivas, fazendo um trashcore de agitar cadáver mesmo.



O vocal agitou o tempo todo, com piadinhas e mandando o povo rodar e rodar sem parar. Tocaram um som de tributo ao Slayer (opa, não era cover hein, era homenagem mesmo) e ainda pra fechar com chave de ouro, colocou uma mulherada no palco ( umas 7 meninas) tocou um som e organizou um mosh coletivo feminino, muito style.
Fizeram um bis de mais 5 sons e depois disso num tinha mais ninguém em condições de pedir mais nada, pois depois de tanto agito naquele calor de mais de 350, o lance era vazar e curtir a sensação de ter ido a um show PRÓ.
Além de todas essas coisas bacanas que rolaram queria fazer um destaque final pro vocal, que de longe é gente boa, pois ficou antes e depois do show atendendo aos fãs que queriam tirar fotos e saber da banda, caraio, nota 10 e mostra que banda grande ou não e gringo ou não... ser humilde e tratar bem o publico é imprescindível.
E lá fui eu pra casa cantarolando Surf Nicarágua do Sacreid Reich, como disse nostalgia é bom demais (ou cacete num tem nada de novo acontecendo musicalmente).

Flavio El Loco