quarta-feira, 30 de novembro de 2011


Os Pedrero – Pin Up Gordinha – Läjä Records e outros

Resenhar esse disco é pra lá de simples, como todo trabalho dos Pedrero , o que se imagina é que fazem um som cru e nervoso e depois metem uma letra doida em cima e ta pronto!
Mas não se iluda achando que simplicidade é sinônimo de porcaria, pois se você pensa assim deveria ouvir mais Ramones.
E de cara eles provam que ser simples pode ter ótimos resultados, pois logo na faixa titulo encontramos a candidata a hit do Hardcore Nacional:Pin-up Gordinha.
O som como disse obedece a lei básica do HC velocidade nas cordas  e porrada na batera.
A letra sai da mesmice e fazem qualquer um que faz role na cena lembrar de alguma conhecida Pin-up Gordinha ou encontrar-se a si mesmo!!
Muito doida e “terrível” como a própria letra nomina, Pin Up Gordinha ...de longe é o melhor som do disquinho.
Os demais sons variam entre lembranças de Raimundos em Sua Bouca Gatinha e Carbona em 50 Segundo de Fúria, cabe uma menção honrosa para A.M.M.F. – Agarrar Mulher Feia a Força, que mantém o nivel psycho erótico da letras no topo, imagino que tenha algo de autobiográfico nela e de novo. Afinal, quem nunca esteve a situação de fim de balada e sair tipo trilho de trem, limpando o que passa pela frente???

Um bom trabalho dos meninos construtores...recomendo.



Flavio Loco

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Flicts – Outs – 08/11/2011

Hummmm, bem estranho show do Flicts sozinho??  Não entendi ao certo mas acho que era um evento da Sick Mind que lançou o shape do Flicts (muito louco por sinal).

A estranhices continuavam... era show/balada, que ao se traduzir temos: o show será tarde pra caramba e só começara quando a casa achar que tem gente suficiente pra fazer uma grana... horário?? Pra que??? Azar seu se só quer curtir a banda.

Nunca tinha ido no Outs, mas sei que lá rola uma serie de show punk/hardcore então tava animado pra conhecer o pico. Bem a animação acabou quando fiquei uns 20 minutos pra entrar e só tinham umas 8 pessoas na minha frente, pois eles tem um sistema “ do além” de cadastramento, onde eles scaneam se RG e pegam sua impressão digital... alta tecnologia, que zoneia a entrada, mas agiliza um pouco se você não consumir nada, pouco pro stress da entrada.



Bem uma vez lá dentro vamos curtir...a discotecagem começou bem com Suicidal e Agent Orange, entre outros, bem skate rock e tudo a ver com casa, festa e publico (a maioria diferente do que vejo sempre nos shows do Flicts) mas essa sequencia mudou e tocou de tudo... indie, rock´n´roll, gotico, eletronico e uns trecos estranhos lá... mas em suma discotecagem nadinha direcionada e se em algum momento a idéia era levar o povo pra pista pra agitar essa linha de musica liquidificada, essa idéia foi por terra, pois o maximo que rolou foram umas reboladinhas em um canto daqui ou dali. Preferia que tivesse continuado na linha skate rock.

O tempo passava e passava e nada da porra da banda entrar...e confirmei meus presentimentos, de mais espera, quando uma camarada entrou (mais de 2 e 30 da manhã) e diss - Caracas... tá uma baita fila lá fora. Claro que lembrei na hora do sistema “soberbo” de admissão...ai a fila não foi uma surpresa.

Bem encostei num canto e estava quase cochilando quando uma performer, começou a rebolar em cima do balcão do bar, estilo Coyote Ugly...tudo sem muito aviso e até sem nexo diria.




Nem mesmo dá pra saber como era a mina pois a luz num ajudava nadinha...só vi como ela era depois nas fotos.  Gostei, mas mais pelos meus extintos e hormônios, do que pela sensualidade dela.
Mas ta valendo, pelo menos acordei. Na próxima sugiro uma performance de Burlesque (muito hype atualmente) e no palco.

Bem depois do momento Gretchen finalmente Flicts no palco. O show diferente do habitual começou com três sons mais recentes entre eles Meu Bairro, Minha rua... que é bem legal. Curto muito esse saudosismo ao lugar onde nascemos e crescemos.

Daí em diante foi um mix de musicas do Álbum Canções de Batalha, os dos splits (com Agrotóxico e com Os Excluídos) e mais canções novas, ao meio dessas foi anunciado que vão pra estúdio em Janeiro. Ótima noticia pros fãs que faz muito querem os novos registros da banda.

O show foi marcado por duas coisas, a festa da galera que dançava e cantava alucinadamente a cada musica e pela luta do Jeferson com o Baixo que parou por varias vezes... sob bad!!




A vantagem de ser a única banda é que ela tocou muiiiito, mas muito mesmo. Acho que o repertorio mais longo desse ultimo ano. Nesse ponto foi ótimo, até musica pra lá de não programadas, vieram ao palco, a pedido do organizador do show, Cerveja rolou... (alias obrigado, pois é uma das minhas prediletas e parece que esta fora dos planos de set list da banda...). Fim de show todos felizes com toda a festa e com todos os pedidos de musica realizados...rumavam para a saida. Afinal...por que continuar por ali???



A essa altura eram mais de três e meia e eu estava destruído, não por conta do show, mas pela exaustiva espera... porra esperar o show é muito mais cansativo que agitá-lo, portanto coloquem mais bandas ou não façam esse show/balada... é tosco demais!!!

Flavio El Loco

quarta-feira, 7 de julho de 2010

HARDCORE WEEKEND

Sábado
Show: Periferia S.A./Calibre 12/Presto?/Trassas
Local: Hangar 110
Data: 03/07/2010
Domingo
Show: Paura/Presto/Western Day/Still Strong
Local: Inferno Club
Data: 04/07/2010

Sempre assim, vários fins de semana de shows caídos e quando aparece é logo de enxurrada.
Mas excesso é melhor que falta certo? E vamos aos shows.
Como de costume a primeira banda serve pra tirar o povo do buteco da frente e colocar pra dentro do Hangar e nisso lá se vai pelo menos metade do show.
A banda de sacrifico dessa vez foi o Trassas que mandou um hardcore crossover bem legal e com muita energia, sempre com a frontline Priscila, mostrando que podemos e devemos ter mais meninas nas bandas e
principalmente nos vocais.
Na sequência com um pouco mais de publico, veio o Presto? que esta bem vivido e maduro.
Cuspiu um hardcore sem firula e bem chapado aquecendo o publico pras próximas duas bandas.
Não via o Calibre 12 a um bom tempo e nem sabia que a formação tava bem diferente. Da formação original temos Oscar na batera e Navau nos vocais.


Calibre 12

Nas guitarras agora tem o Falcon e Fernanda assumiu o baixo. Mas no palco que assume a parada mesmo é o Navau, que mandou vários petardos conhecidos pra galera que cantou junto e agitou demais, foi ótimo vê-los em plena força.
Pra fechar veio o Periferia S.A. que pra minha supresa não conta mais com o Betinho, um grande desfalque, mas no seu lugar tivemos Joselito, que parece veio pra ficar e a impressão que dá é que com a mudança o Periferia vai tocar e agitar mais, tomara, pois a banda é boa a beça.


Periferia S.A. - Jão

Seu diferencial é logo notado quando Jão entra no palco com a porra de uma corneta (que num sei pq todo mundo chama de vuvuzela... povinho paga pau) pegando fogo e com uma camisa da Seleção com um símbolo da Anarquia desenha e com fita isolante tampando o nome do camisa 9.
Ai se percebe como atitude faz falta a cena. Num basta só fazer um som de alerta e protesto, entrar no palco e tocar. Tem de sentir a raiva do sistema e isso sim pode mudar algo na cabeça do povo... foda-se FIFA, CBF, Dunga e essa política de tapar os problemas com a paixão do povo... Alagoas debaixo d’agua e todos só preocupados com a Seleção!!
De volta ao Periferia foi mesmo o melhor show da night muitos sons das antigas que mexem com o coração punk da veiarada que viveu os anos 80 em SP e muito sons e ordem de protesto e raiva.
Será que um dia vamos ter uma nova geração assim???
Nem fiquei muito depois do show, pois afinal a pegada continuaria amanhã no Inferno Club.
Tava na maior preocupação com o horário, atrasadão eram 18h15min e o cartaz marcava 17, mas ao chegar reparei, nada mudou na cena e o show tava mais atrasado que eu.
Cai pra dentro e me sinto simplesmente tiozinho, pois num conhecia mais ninguém, caray o que é parar de freqüentar uns anos, eu fui mas voltei, o resto quase todo só foi... triste.
Mas melancolia a parte duas bandas pra lá de novas pra mim: Still X Strong e Western Day.
O som começou com o Western Day, som bem desgraceira e na noia, com dois vocais eles arregaçam no som e definitivamente me impressionaram.
Quero ver de novo pra confirmar a qualidade.
SXS é uma banda SE que começou em 2007 e busca seu espaço. Uma pegada bem NYC e com um publico igual, mas que definitivamente inibe o resto da galera. Com essa coisa de CREW e FAMILY que na teoria é show de bola, mas na pratica acaba complicando.
Abriram uma roda pra meia dúzia agitar e ficar dando golpe de Capoeira, Muay Thay e Kick Boxing. Claro que se entra outros na roda os manos da crew fecham em cima... Pra mim quem perde é a cena escutei uns 3 ou 4 criticando esse tipo de roda.
Hardcore é de todos e a roda é pra todos, agite o som e num agite a gang.
A banda mandou bem e o discurso do vocal era bem legal, espero que da próxima vez o publico escute mais o que a banda tem pra dizer.
Presto ? que já tinha tocado sábado no Hangar mas tava inteirão e acho que como as bandas e publico eram mais hardcore, teve um show melhor e com muita empolgação e raiva, bom como sempre. Presto? É uma das bandas que atualmente ganha mais espaço na cena, ta com força.


Presto?

Pra finalizar Paura que ta lançando CD e embarcando pra uma nova tour na Europa.
Também gravou um vídeo clipe e pra isso se preparou bem e mandou um show fudido.


Paura

Misturando sons novos aos já conhecidos, lenvantou a galera, só num foi mais pq de novo o meio ficou pra poucos.
Fechou a night com chave de ouro e mostrou que vai arrebentar na tour. To curioso pelo clipe e por escutar o CD novo.
Feliz, mas cansado afinal foi um fim de semana hardcore pra porra!!

Flavio El Loco

quinta-feira, 1 de julho de 2010

WEENKEND - QUEBRA 'TUDO!! - SÓ BANDA BOA

MELHOR FIM DE SEMANA DO MÊS - SÓ SHOW COM RECOMENDAÇÃO "REAL PUNK ROCK INFO"

É bizarro fazem uns fins de semana que ta um marasmo e só tenho ido a festa junina do meu filho e agora tem esse que vem com tudo junto o que salva é que tem um show no sabado e outro no domingo, vamos a eles:

SABADO:

QUEM:
Periferia S.A. - Uma das primeiras bandas de punk rock do Brasil, só dizer que foi dela que apareceu o RDP e acho que num precisa dizer mais nada...

Calibre 12 - Uma das bandas mais atuantes e de importancia do hardcore brasileiro. Captaneada pelo Navau, faz estrago em nossos ouvidos a mais de uma decada....

ONDE:
Hangar 110 - R. Rodolfo Miranda 110 - Bom Retiro
20:00hs




DOMINGO:

QUEM:

Paura: Desgraceinto ao maximo, totalmente noiado ao vivo. Hardcore pra cuspir sangue...

Presto? : Hardcore crú, sem fricotes. Desde 99 debulhando a cabeça da moçada...

Onde:
Inferno Club - R.Augusta 501
17:00hs


Bem as dicas tão ai e vou colar nos dois, aguardem resenhas!!

Flavio El Loco





segunda-feira, 31 de maio de 2010

Review Show: Agrotóxico – CB Bar – 29/05/2010

Show: Agrotoxico – Ação Direta - Atroz

Local: CB Bar - São Paulo – SP
Data: 29/05/2010

Poxa fique sem dar noticia por um tempinho, mas a vida é assim mesmo quando aparecem uns probleminhas quem sofrem são as ações feitas por prazer, mas tamos de volta.
Vamos de cara com um showzinho básico com três ótimas banda de hardcore clássico, bem european style.

Agrotoxico, Ação Direta e Atroz. O Show faz parte do projeto de instalar uma matine no CB Bar que em geral faz baladas depois da meia noite, mas ta abrindo espaço pro Punk & Hardcore num horário mais com cara de show do que de balada, bem cara de casa de show européia e americana, começa cedo e acaba cedo, perfeito pra quem quer curtir um som e depois fazer o que quiser da vida seja ir dormir ou cair na night.

Mas enquanto o horário num pega no breu tivemos mais amigos do que publico em si o que também num é de todo ruim.
O show começou com o Atroz que foi pegando pesado e arrepiando a galera que ainda tava curtindo uma discotecagem.
O som dos caras ta bem legal e nervoso, mas acho que a falta de publico deixou o show um pouco mais morno e apesar do pique da banda em alguns momento o vocal ficava cantando sempre na mesma posição com o pé na caixa de retorno, como se tivesse um pouco desanimado, fica aqui o toque.

Na sequencia vieram os manos velhacos do Ação Direta do ABC, que são uma das mais antigas bandas de Hardcore ainda em atividade.
Mas que pouco tem aparecido em Sampa e eu mesmo fazia uma carinha que num via eles em ação (porra que trocadilho besta!)
Gepeto continua uma atração a parte e quando entra no palco nem parece o brother pacato que a pouco conversava com você calmamente no bar. É animal ver como ele agita e num para um segundo sequer e como o som dos caras é no gás maximo, impossível não contagiar. Matei a saudades da paranóia da banda, foi 10.


Gepeto - Ação Direta


Entre esse show e o próximo Reverendo Dennis mandou uma seleção estupendas de Ska vêlhacos que foram demais, inclusive mandando um Jugde Dread a meu pedido. Só é triste ver os DJs como Rev. Dennis e o Thiago colocando bons petardos e ninguém agitando ou muito menos ligado nas musicas, é uma pena a cultura brasileira de num se agitar ao som dos DJs entre uma banda e outra.

Pra finalizar Agrotoxico que sempre me surpreende em continuar querendo subir show a show um degrauzinho PRO a mais.
Desta vez foi uma aberturinha sonoro antes de engatar a primeira muisca, Porra alem de ser style, já chama a atenção do publico e num fica aquela lenga lenga de começo de show, tipo um olha pro outro, fazem uns acordes soltos e outras coisas perdidas. Um som gravado mixando umas loucuras sonoras (no próximo show deles você vai escutar) e quase no ultimo acorde desse mix a banda entra rasgando, definitivamente aprovei a jogada.


Pedro - Agrotóxico

Marcos - Agrotóxico

Show começado e foi aquela desgracera básica e soberba do Agrotóxico. Peso, velocidade e noia pra ninguém colocar defeito e vieram sons mais recentes como “Nos Escombros” e os hits antigões que todos adoram tipo “Marcas da Revolta”, foi o show que realmente mexeu com todo mundo.
Num foi uma ótima retomada?? Bem num sei se vai ter agito no feriadão mas se tiver semana que vem tem mais resenha da night Punk de Sampa

Flavio El Loco

quinta-feira, 18 de março de 2010

Review Show: Municipal Waste no Clash Club em 13/03/2010

Show: Municipal Waste & Furia V8, CHOKE e Sakramento
Local: Clash Club
Data: 13/03/2010

Ok, sabemos que trashcore num é 100% minha praia, mas lembro bem da época que o punk e o hardcore deram uma sumidinha e o trash do Sepultura imperava no underground.
Foi uma época boa, tinha Furia Metal na MTV que passava Nuclear Assault e muitos sons legais que escutávamos flutuavam entre o trash e o hardcore. DRI, Sacred Reich, Suicidal Tendencies e inclusive o som do RDP da época tinha uma influencia desse mix que rolava nesse período.
Assim ir ao show do MW seria no mínimo uma boa dose de saudosismo, além de checar se a banda é boa mesmo.
Municipal Waste vem de Richomond na Virginia – USA e sempre foi conhecida pelo estilo Trash Metal. Que lembra algumas bandas que sitei acima, como e DRI e etc e mesmo não sendo uma escola do estilo, conseguiu seu lugar e é bem conceituada, nos USA. Teve dois discos lançados aqui no Brasil: Hazardous Mutation e Art of Partying, que ajudou a disseminar seu som por aqui, já que como lançamento desse tipo no Brasil num é muito normal e ai quando sai o povo cai em cima.
Seus vídeos são bem nos esquema das bandas antigassas de Trash, como muito palhaçada e bom humor, bem classe B mesmo, vejam Wrong Answer no myscape dos caras: http://www.myspace.com/municipalwaste
Os manos das antigas como eu vão se lembrar de vídeos do Kiss, Suicidal e Twister Sister, bom demais.
Quanto ao show, ao chegar no Clash Club, fiquei meio tenso pois tava vaziaço, será que seria miado?
Mas depois descobri que tinham nada menos do que três bandas de abertura e que nenhuma delas era realmente forte pra puxar o publico.
O som começou a rolou com V8, no maior esquema “Banda fã do Seputura”, uma molecada que parece ralar, mas nada de novo.
Seguimos com o CHOKE de Curitiba e mesmo ele comentando em palco que já gravaram quatro CDs, num tinha nada de diferente e dentro de um estilo quadradão não conseguiram abrir a roda nenhuma vez.
A terceira foi novamente uns moleques, desta vez do interior de Sampa, com a banda Sakramento. Menos trash e mais metal, ainda conseguiram agitar um pouquinho a galera que nesse ponto já era num numero bem interessante.
Ufa, depois de uns 20 minutos finalmente o prato principal da noite e ai vem o Municipal Waste. Caramba o bicho pegou, logo nos primeiros acordes a galera colou na beira do palco e ai foi roda, pogo (incitado, pelo vocal) , moshes dos mais nervosos e “crowd surf” embora ninguém tivesse a coragem de ter trazido uma prancha de verdade como é comum nos shows dos caras na gringa.
















Mas que quer saber de prancha quando o show ta insano e foram isso uns 40 minutos de musicas, rápidas e agressivas, fazendo um trashcore de agitar cadáver mesmo.



O vocal agitou o tempo todo, com piadinhas e mandando o povo rodar e rodar sem parar. Tocaram um som de tributo ao Slayer (opa, não era cover hein, era homenagem mesmo) e ainda pra fechar com chave de ouro, colocou uma mulherada no palco ( umas 7 meninas) tocou um som e organizou um mosh coletivo feminino, muito style.
Fizeram um bis de mais 5 sons e depois disso num tinha mais ninguém em condições de pedir mais nada, pois depois de tanto agito naquele calor de mais de 350, o lance era vazar e curtir a sensação de ter ido a um show PRÓ.
Além de todas essas coisas bacanas que rolaram queria fazer um destaque final pro vocal, que de longe é gente boa, pois ficou antes e depois do show atendendo aos fãs que queriam tirar fotos e saber da banda, caraio, nota 10 e mostra que banda grande ou não e gringo ou não... ser humilde e tratar bem o publico é imprescindível.
E lá fui eu pra casa cantarolando Surf Nicarágua do Sacreid Reich, como disse nostalgia é bom demais (ou cacete num tem nada de novo acontecendo musicalmente).

Flavio El Loco

quarta-feira, 3 de março de 2010

Review Show: Flicts – Hangar 110 – 27/02/2010

Show: Flicts, Garotos de Suburbio, Juventude Maldita e Sweet Suburbia

Local: Hangar 110 – São Paulo – SP
Data: 27/02/2010

Bem agora sim podemos falar que 2010 começou com o pé direito, pelo menos na cena atividades depois de uma pseudo parada (aconteceram vários shows nesse período e porisso não considero que a banda acabou).
Definitivamente a banda já tinha um publico fiel que crescia a olhos vistos, o cd deles estava na segunda prensagem e o mais importante criava discípulos e por conseqüência criou uma escola ou seja algumas bandinhas davam os primeiros passos no mesmo caminho do Flicts.
Pra cena perder um alicerce destes é muito complicado, pois num pais onde imperam sertanejo, axé e pagode uma grande banda de punk é como uma agulha no palheiro.
Queria sentir melhor o que estava por vir nesse retorno e decidi começar os trabalho com antecedência e no sábado anterior ao show fui ao ensaio deles.
Já nos primeiros sons do ensaio dava pra sentir o misto de ansiedade e vibração quando eles passavam cada musica. Estavam preocupados com o set list e como seriam recebidas as musicas novas e além disso ralavam pra fazer um show redondinho, sem erros.
E como não podia deixar de ser absorvi essas sensações e isso fez com que passasse uma semana desejando a chegada da hora do show.
Pra incrementar isso tudo, lia e participava diariamente do Twitter do Flicts - http://twitter.com/Flictsoficial - (gerenciado pelo Arthur) e novamente era chamativa a vontade dele de voltar. Uma coisa bem verdadeira e transparente.
Nesse clima de pura ansiedade, fui cedo pro Hangar afinal queria ver se o publico compartilhava dos mesmos sentimentos. Ao embicar o carro na Rodolfo Miranda, a primeira mensagem: uma enorme galera se aglomerava em frente a botequinho e dominava pelo menos metade da rua. A noite prometia e o sentimento de festa se espalhava pelo ar.
Já no Hangar e com o povo ainda entrando, sobe ao palco o Sweet Suburbia. Esse foi o meu primeiro show dos caras e tive uma grata surpresa, banda bem ensaiada, com vocais e melodias bem harmoniosas.
As musicas bem no clima das bandas 77 com uma pitada de MOD. Letras todas em inglês que é uma coisa que não me empolga muito, mas no caso deles também não atrapalha. Sons sempre melodiosos e alguns dançáveis, destaque pra Brotherhood, muito jeitão de que vai ser o hit, da galera. Foi a banda perfeita pra já ligar o cérebro dos que estavam chegando.

Sweet Suburbia

Já numa pegada mais nervosa o Juventude Maldita ,em trio, sobe e começa a mexer com a cabeça, pernas e braços do publico e se iniciam as primeiras rodas. Demente já tem uma interação mais forte com o publico e foi mesclando discursos ao meio das pauladas sonoras e políticas do Juventude. Só to achando falta de uns sons novos, na linha dos antigos sucessos, tipo “Explorados” , mas vê-los no palco abrindo pro Flicts me remeteu aos anos de 2001 a 2003 quando isso era comum no Hangar ou Black Jack, talvez essa nostalgia acione algo no Demente pra que novas canções do Juventude venham incitar nossas mentes.
Bem agora com a casa já lotada vinha uma das big atrações da noite, Garotos de Subúrbio.
Já tinha ouvido falar por cima desse projeto que mescla integrantes dos Inocentes das antigas com a formação atual. Se ligue:

Callegari, Guitarra - fundou o Inocentes junto com o Clemente
Ariel, Vocal - participou da 2ª formação do Inocentes, hoje mantém o Invasores de Cérebro
Anselmo, Baixo – Formação atual do Inocentes
Nonô, Bateria – Formação atual do Inocentes

Estava curioso com um pé atrás, pois não sabia se era um projeto porreta ou um daqueles que apenas reúne os velhos amigos pra tocar um som e curtir os velhos tempos. Algumas bandas da velha guarda do punk tem feito uns “retornos” e se mostram meio grudadas ao passado e de novos só a barriga dos componentes.
Mas o show começou e meus temores se foram rapidamente e mais rapidamente substituídos por um forte vontade de agitar todos os sons. Ariel esta 100% na ativa e cara, vou te falar ele é um dos vocais mais carismáticos do punk rock nacional, Anselmo parecia mais solto que nos Inocentes e como resultado tivemos um show cheio de energia e só com petardos que fizeram muitos de nós dar os primeiros passos no Punk Rock.

Anselmo-Baixo e Ariel-Vocal dos Garotos de Suburbio.

Quanto mais os sons iam rolando a energia contagiava a velharada, como eu, que se sentia nos antigos porões do punk e a molecada nova que descobria como tudo começou, mas sem gordura ou miopia e sim com muita experiência.
Experiência essa que foi ao máximo quando Clemente também se junto a banda e levantaram o Hangar ao som de Pânico em SP, foi de arrepiar e se num tivesse com a câmera nas mãos iria pogar junto com o povo, foi lindo demais.
Bem nem preciso mais falar que como estava o clima pro Flicts entrar e ao se abrirem as cortinas do Hangar todos os presentes tiveram a certeza, que eles tinham de voltar, pois a partir daí publico e banda foram uma coisa só e posso dizer que foi um show divisor de águas, sinto que vamos ter um retomada no punk rock brasileiro e essa culpa vai caber ao Flicts.
Como em todos os shows, foi um “susssscesso” (no melhor estilo Arthur) atrás de outro Briga de Bar, Pauliceia, Busão, Ele Não Quer Crescer, Amigos, Despedido, Canção de Batalha e por ai vai...até mesmo a nova “Meu Bairro” que mostra um Flicts mais rock foi imediatamente absorvida e já entoada pela galera que estava extasiada. O cover da vez era Pretty Vacant dos Pistols e tá certo cover é assim mesmo, num pode virar hit da banda, é só uma homenagem e tem de ir mudando.

 Rafael/Bateria - Flicts  


                                                                  
            Arthur/Guitarra - Flicts


Um longo set de pelo menos 20 sons, longo pra banda que estava morrendo no calor de 8000oC do Hangar, mas que se sentia ser um presente pro publico que como se pode perceber não sumiu nem os abandonou nesses 5 anos de “quase” ausência.
E o publico ia mais longe, pois berravam por Cerveja e We Will Never Walk Alone... musicas que marcaram época da banda.
Bem, fim de show e finalmente o Hangar todo respira aliviado, pois o Flicts voltou de verdade e toda a ansiedade virou felicidade, alegria e suor e certeza que o sangue vai continuar a correr mais forte nas veias quando eles entrarem nos próximos shows.

“Que o coração continue batendo
Que as amizades continuem vivendo
Que os amores continuem sangrando
E que o coro continue cantando”

Bem vindos de volta amigos.

Flavio El Loco