quinta-feira, 18 de março de 2010

Review Show: Municipal Waste no Clash Club em 13/03/2010

Show: Municipal Waste & Furia V8, CHOKE e Sakramento
Local: Clash Club
Data: 13/03/2010

Ok, sabemos que trashcore num é 100% minha praia, mas lembro bem da época que o punk e o hardcore deram uma sumidinha e o trash do Sepultura imperava no underground.
Foi uma época boa, tinha Furia Metal na MTV que passava Nuclear Assault e muitos sons legais que escutávamos flutuavam entre o trash e o hardcore. DRI, Sacred Reich, Suicidal Tendencies e inclusive o som do RDP da época tinha uma influencia desse mix que rolava nesse período.
Assim ir ao show do MW seria no mínimo uma boa dose de saudosismo, além de checar se a banda é boa mesmo.
Municipal Waste vem de Richomond na Virginia – USA e sempre foi conhecida pelo estilo Trash Metal. Que lembra algumas bandas que sitei acima, como e DRI e etc e mesmo não sendo uma escola do estilo, conseguiu seu lugar e é bem conceituada, nos USA. Teve dois discos lançados aqui no Brasil: Hazardous Mutation e Art of Partying, que ajudou a disseminar seu som por aqui, já que como lançamento desse tipo no Brasil num é muito normal e ai quando sai o povo cai em cima.
Seus vídeos são bem nos esquema das bandas antigassas de Trash, como muito palhaçada e bom humor, bem classe B mesmo, vejam Wrong Answer no myscape dos caras: http://www.myspace.com/municipalwaste
Os manos das antigas como eu vão se lembrar de vídeos do Kiss, Suicidal e Twister Sister, bom demais.
Quanto ao show, ao chegar no Clash Club, fiquei meio tenso pois tava vaziaço, será que seria miado?
Mas depois descobri que tinham nada menos do que três bandas de abertura e que nenhuma delas era realmente forte pra puxar o publico.
O som começou a rolou com V8, no maior esquema “Banda fã do Seputura”, uma molecada que parece ralar, mas nada de novo.
Seguimos com o CHOKE de Curitiba e mesmo ele comentando em palco que já gravaram quatro CDs, num tinha nada de diferente e dentro de um estilo quadradão não conseguiram abrir a roda nenhuma vez.
A terceira foi novamente uns moleques, desta vez do interior de Sampa, com a banda Sakramento. Menos trash e mais metal, ainda conseguiram agitar um pouquinho a galera que nesse ponto já era num numero bem interessante.
Ufa, depois de uns 20 minutos finalmente o prato principal da noite e ai vem o Municipal Waste. Caramba o bicho pegou, logo nos primeiros acordes a galera colou na beira do palco e ai foi roda, pogo (incitado, pelo vocal) , moshes dos mais nervosos e “crowd surf” embora ninguém tivesse a coragem de ter trazido uma prancha de verdade como é comum nos shows dos caras na gringa.
















Mas que quer saber de prancha quando o show ta insano e foram isso uns 40 minutos de musicas, rápidas e agressivas, fazendo um trashcore de agitar cadáver mesmo.



O vocal agitou o tempo todo, com piadinhas e mandando o povo rodar e rodar sem parar. Tocaram um som de tributo ao Slayer (opa, não era cover hein, era homenagem mesmo) e ainda pra fechar com chave de ouro, colocou uma mulherada no palco ( umas 7 meninas) tocou um som e organizou um mosh coletivo feminino, muito style.
Fizeram um bis de mais 5 sons e depois disso num tinha mais ninguém em condições de pedir mais nada, pois depois de tanto agito naquele calor de mais de 350, o lance era vazar e curtir a sensação de ter ido a um show PRÓ.
Além de todas essas coisas bacanas que rolaram queria fazer um destaque final pro vocal, que de longe é gente boa, pois ficou antes e depois do show atendendo aos fãs que queriam tirar fotos e saber da banda, caraio, nota 10 e mostra que banda grande ou não e gringo ou não... ser humilde e tratar bem o publico é imprescindível.
E lá fui eu pra casa cantarolando Surf Nicarágua do Sacreid Reich, como disse nostalgia é bom demais (ou cacete num tem nada de novo acontecendo musicalmente).

Flavio El Loco

quarta-feira, 3 de março de 2010

Review Show: Flicts – Hangar 110 – 27/02/2010

Show: Flicts, Garotos de Suburbio, Juventude Maldita e Sweet Suburbia

Local: Hangar 110 – São Paulo – SP
Data: 27/02/2010

Bem agora sim podemos falar que 2010 começou com o pé direito, pelo menos na cena atividades depois de uma pseudo parada (aconteceram vários shows nesse período e porisso não considero que a banda acabou).
Definitivamente a banda já tinha um publico fiel que crescia a olhos vistos, o cd deles estava na segunda prensagem e o mais importante criava discípulos e por conseqüência criou uma escola ou seja algumas bandinhas davam os primeiros passos no mesmo caminho do Flicts.
Pra cena perder um alicerce destes é muito complicado, pois num pais onde imperam sertanejo, axé e pagode uma grande banda de punk é como uma agulha no palheiro.
Queria sentir melhor o que estava por vir nesse retorno e decidi começar os trabalho com antecedência e no sábado anterior ao show fui ao ensaio deles.
Já nos primeiros sons do ensaio dava pra sentir o misto de ansiedade e vibração quando eles passavam cada musica. Estavam preocupados com o set list e como seriam recebidas as musicas novas e além disso ralavam pra fazer um show redondinho, sem erros.
E como não podia deixar de ser absorvi essas sensações e isso fez com que passasse uma semana desejando a chegada da hora do show.
Pra incrementar isso tudo, lia e participava diariamente do Twitter do Flicts - http://twitter.com/Flictsoficial - (gerenciado pelo Arthur) e novamente era chamativa a vontade dele de voltar. Uma coisa bem verdadeira e transparente.
Nesse clima de pura ansiedade, fui cedo pro Hangar afinal queria ver se o publico compartilhava dos mesmos sentimentos. Ao embicar o carro na Rodolfo Miranda, a primeira mensagem: uma enorme galera se aglomerava em frente a botequinho e dominava pelo menos metade da rua. A noite prometia e o sentimento de festa se espalhava pelo ar.
Já no Hangar e com o povo ainda entrando, sobe ao palco o Sweet Suburbia. Esse foi o meu primeiro show dos caras e tive uma grata surpresa, banda bem ensaiada, com vocais e melodias bem harmoniosas.
As musicas bem no clima das bandas 77 com uma pitada de MOD. Letras todas em inglês que é uma coisa que não me empolga muito, mas no caso deles também não atrapalha. Sons sempre melodiosos e alguns dançáveis, destaque pra Brotherhood, muito jeitão de que vai ser o hit, da galera. Foi a banda perfeita pra já ligar o cérebro dos que estavam chegando.

Sweet Suburbia

Já numa pegada mais nervosa o Juventude Maldita ,em trio, sobe e começa a mexer com a cabeça, pernas e braços do publico e se iniciam as primeiras rodas. Demente já tem uma interação mais forte com o publico e foi mesclando discursos ao meio das pauladas sonoras e políticas do Juventude. Só to achando falta de uns sons novos, na linha dos antigos sucessos, tipo “Explorados” , mas vê-los no palco abrindo pro Flicts me remeteu aos anos de 2001 a 2003 quando isso era comum no Hangar ou Black Jack, talvez essa nostalgia acione algo no Demente pra que novas canções do Juventude venham incitar nossas mentes.
Bem agora com a casa já lotada vinha uma das big atrações da noite, Garotos de Subúrbio.
Já tinha ouvido falar por cima desse projeto que mescla integrantes dos Inocentes das antigas com a formação atual. Se ligue:

Callegari, Guitarra - fundou o Inocentes junto com o Clemente
Ariel, Vocal - participou da 2ª formação do Inocentes, hoje mantém o Invasores de Cérebro
Anselmo, Baixo – Formação atual do Inocentes
Nonô, Bateria – Formação atual do Inocentes

Estava curioso com um pé atrás, pois não sabia se era um projeto porreta ou um daqueles que apenas reúne os velhos amigos pra tocar um som e curtir os velhos tempos. Algumas bandas da velha guarda do punk tem feito uns “retornos” e se mostram meio grudadas ao passado e de novos só a barriga dos componentes.
Mas o show começou e meus temores se foram rapidamente e mais rapidamente substituídos por um forte vontade de agitar todos os sons. Ariel esta 100% na ativa e cara, vou te falar ele é um dos vocais mais carismáticos do punk rock nacional, Anselmo parecia mais solto que nos Inocentes e como resultado tivemos um show cheio de energia e só com petardos que fizeram muitos de nós dar os primeiros passos no Punk Rock.

Anselmo-Baixo e Ariel-Vocal dos Garotos de Suburbio.

Quanto mais os sons iam rolando a energia contagiava a velharada, como eu, que se sentia nos antigos porões do punk e a molecada nova que descobria como tudo começou, mas sem gordura ou miopia e sim com muita experiência.
Experiência essa que foi ao máximo quando Clemente também se junto a banda e levantaram o Hangar ao som de Pânico em SP, foi de arrepiar e se num tivesse com a câmera nas mãos iria pogar junto com o povo, foi lindo demais.
Bem nem preciso mais falar que como estava o clima pro Flicts entrar e ao se abrirem as cortinas do Hangar todos os presentes tiveram a certeza, que eles tinham de voltar, pois a partir daí publico e banda foram uma coisa só e posso dizer que foi um show divisor de águas, sinto que vamos ter um retomada no punk rock brasileiro e essa culpa vai caber ao Flicts.
Como em todos os shows, foi um “susssscesso” (no melhor estilo Arthur) atrás de outro Briga de Bar, Pauliceia, Busão, Ele Não Quer Crescer, Amigos, Despedido, Canção de Batalha e por ai vai...até mesmo a nova “Meu Bairro” que mostra um Flicts mais rock foi imediatamente absorvida e já entoada pela galera que estava extasiada. O cover da vez era Pretty Vacant dos Pistols e tá certo cover é assim mesmo, num pode virar hit da banda, é só uma homenagem e tem de ir mudando.

 Rafael/Bateria - Flicts  


                                                                  
            Arthur/Guitarra - Flicts


Um longo set de pelo menos 20 sons, longo pra banda que estava morrendo no calor de 8000oC do Hangar, mas que se sentia ser um presente pro publico que como se pode perceber não sumiu nem os abandonou nesses 5 anos de “quase” ausência.
E o publico ia mais longe, pois berravam por Cerveja e We Will Never Walk Alone... musicas que marcaram época da banda.
Bem, fim de show e finalmente o Hangar todo respira aliviado, pois o Flicts voltou de verdade e toda a ansiedade virou felicidade, alegria e suor e certeza que o sangue vai continuar a correr mais forte nas veias quando eles entrarem nos próximos shows.

“Que o coração continue batendo
Que as amizades continuem vivendo
Que os amores continuem sangrando
E que o coro continue cantando”

Bem vindos de volta amigos.

Flavio El Loco

terça-feira, 2 de março de 2010

Boring World

Tava aqui fazendo munha resenha do histórico show de volta do Flicts, quando me deparei com uma das babaquices do nosso mundo "politicamente correto" e chato.
A Paris Hilton, fez um comercial para a cereveja Devassa e simplesmente lá foi tirou do ar devido a uma denuncia de um consumidor que se sentiu "atingido" pela "sensualidade da propaganda"!!
Primeiro fui checar o anuncio pra ver qual era, vcs podem fazer o mesmo.

http://www.youtube.com/watch?v=Sk5ZLPf_8ks

Ok, agora me digam...que tem de mais a loura gosotosa numa janela?
Caramba que mal isso faz a alguem? Se te incomoda vc simplesmente não ve. Muda de canal sai da sala, sei lá. O que num pode é polemizar em cima do nada.
Esse sim é um dos grandes problemas do mundo, perder tempo com o que num interessa e deixar o que é importante pra lá.
Esses incomodados deveriam gastar seu tempo ajudando os outros ou tomando conta de coisa seria.
Tem ai desmatamento, abuso infantil e corrupção aos montes pra eles denunciarem ao inves de gastar tempo com a loira da cerveja.
E cada mais fico perplexo em como esse mundo ta ficando chato.

Flavio El Loco